Orientações de proteção à saúde no retorno às aulas



As crianças têm menor risco de contrair COVID-19 e de ter doença mais grave do que os adultos. Relatos iniciais sugerem que o número de infectados  é maior em crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos, que nas crianças abaixo de 10  anos de idade. Há evidências de que a maioria das crianças com COVID-19 foi infectada por um membro da família.

Observando-se países que já reabriram as escolas, a Alemanha e a Irlanda relatam que não houve aumento de casos. Na Dinamarca, inicialmente houve um discreto aumento dos casos na comunidade, seguido por queda constante nos casos entre crianças de 1 a 19 anos de idade.


Já Israel experimentou aumento de novos casos e surtos em escolas após a reabertura e o relaxamento das medidas de distanciamento  social, mas naquele país não foram observadas medidas importantes para a contenção da transmissão do SARS-CoV-2, que são: a manutenção do distanciamento social,  o uso de máscaras e a permanência em ambientes arejados. (Nota do editor: ontem, Israel estabeleceu novo prazo de quarentena de três semanas, para tentar novamente controlar o número de casos).


Quando  se  pensa em reabrir as escolas é importante atentar para o momento epidemiológico que a comunidade na qual ela está inserida está passando. Há evidências de que a reabertura é segura em comunidades com baixas taxas de transmissão da doença e simulações feitas na Europa sugerem que a reabertura pode aumentar ainda mais o risco de transmissão em comunidades onde ela já é alta. 


A escola poderá elaborar um questionário para saber quem são os funcionários e alunos que têm fatores de risco (idade acima de 60 anos, presença de condições que levam à imunossupressão como infecção pelo HIV, tratamento quimioterápico ou uso de imunossupressores, além de doenças como o diabetes, por exemplo) para evoluir com gravidade caso tenham COVID-19.


Este questionário poderá também ser usado para definir quais as famílias  pretendem aderir às aulas presenciais, o que permitirá que a escola possa dimensionar o espaço físico já disponível ou mesmo avaliar ampliá-lo, se possível, para que possa promover e manter o distanciamento social.


Será interessante considerar a manutenção das atividades remotas para os alunos e os funcionários que pertencem ao grupo de risco e para os alunos cujos responsáveis não se sintam seguros com o retorno das atividades presenciais. 


Além disso, a manutenção de atividades remotas poderá contribuir para o retorno gradual às aulas presenciais, permitindo que sejam preparadas a estrutura física e operacional, assegurando a manutenção do distanciamento social, da higienização e da desinfecção ambiental adequada, da higiene pessoal e respiratória e da vigilância, notificação e acompanhamento de casos suspeitos ou confirmados que possam ocorrer na escola ou nas residências de alunos ou funcionários da instituição.


As medidas que devem ser instituídas para garantir a maior segurança possível e, assim, diminuir a possibilidade da ocorrência de casos de COVID-19 nas escolas serão discutidas a seguir (acesse este link e vá para o item 1).


Material elaborado por Janine Menicucci (CRM-MG 28903) e Silvio Augusto Corsini Menicucci (CRM-MG 28904).


Imagem: elkenoda | Visualhunt | CC BY-NC.

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