E por falar em Vale do Silício, segue uma entrevista inédita

Inovação e disrupção são duas palavras-chave que costumam seguir juntas quando o foco é o Vale do Silício. Pensando nesta premissa, a W4 CONSULTORIA conectou-se ao famoso Vale do Silício, local onde estão localizadas empresas de tecnologia e startups, como YouTube, Yahoo, Google, Fox e SnapChat, na região de Los Angeles.

Neste cenário, Educação em Perspectiva teve a oportunidade de entrevistar o profissional Wilson Baraban Filho, expert em Tecnologia da Informação que, ao criar um aplicativo, viu a oportunidade abrir diante de seus olhos para mudar-se para  Sillicon Beach, cenário paradisíaco para profissionais como ele. ,Afinal, o que empresas de todos os segmentos têm a aprender com profissionais deste naipe? Leia a entrevista a seguir:


O que você percebe de diferença em termos de gestão entre as empresas brasileiras e as norteamericanas localizadas especificamente na região?

A principal diferença que percebo é que quando trabalhamos em uma empresa brasileira, geralmente criamos um serviço ou prestamos um serviço para nossa cidade e/ou estado e pensamos muito em limites geográficos. Aqui nos Estados Unidos as empresas são criadas para vender produtos ou serviços para todo o mundo. O pensamento sempre está em vender uma solução e/ou criar um produto que possa ser vendido para o mundo inteiro. O foco está em atingir o maior número de pessoas possíveis ao redor do planeta.


Quais os grandes players de mercado que você costuma observar?

Como hoje trabalho em uma startup da área financeira (fintech) chamada USEND, sempre observo os concorrentes para aprender o que elas estão fazendo e para onde estão indo. Como sempre trabalhei com inovação, nós criamos produtos inovadores e disruptivos para nossos clientes.


Há caraterísticas comuns entre elas? Tendências? Itens que devem ser observados com maior atenção?

Sim, com certeza elas são parecidas. As tendências também são. Atualmente observo as campanhas de marketing e os modelos de atuação dos concorrentes.


Você trabalha em uma startup. Poderia falar mais sobre ela? 

Sim. Hoje trabalho em uma startup do mercado financeiro de transferência de dinheiro internacional chamada USEND (www.usend.com). Criamos um aplicativo em setembro de 2017, a partir o qual você pode fazer uma remessa de dinheiro dos Estados Unidos para o Brasil com apenas três toques e em menos de 1 minuto. Logo após o lançamento, incluímos os serviços de recarga de celular e o pagamento de contas e boletos. 


Quais os mercados alcançados por esta estratégia?

Ainda no final de 2017 começamos a fazer remessas de dinheiro e recarga de celular para a América Latina, Japão e Filipinas. No final de 2018 iniciamos nossa operação no Brasil fazendo remessas do Brasil para os Estados Unidos, Japão e Portugal. 


Quais os planos para 2019?

Neste ano, iniciamos nossa operação no Canadá, oferecendo o serviço de remessas de dinheiro do Canadá para o Brasil. Atualmente fazemos remessas para o Brasil, Estados Unidos, Japão, Filipinas, América Latina e Europa (todos os países da zona do Euro).


O que podemos aprender com as startups, em termos de agilidade na gestão e nos negócios?

Quando você trabalha em uma startup, você não pode esperar um dia sequer para criar novos produtos. Se isso acontece, seu concorrente surge com o produto que você havia idealizado. O crescimento é muito rápido e a dinâmica muda todo dia. Você tem que estar preparado para mudar seu mindset diariamente e com uma rapidez enorme. 


Quais os desafios diários?

O trabalho é intenso e requer muita sensibilidade para mudar sua estratégia no meio do caminho. Uma coisa muito importante que sempre digo é que em uma startup: "Não há margem para erros. Ou você acerta ou acerta”.


Imagem: Visual Hunt

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